Aprendi a transformar a tristeza em poesia, aprendi que o ato de despejar a dor nas palavras descarrega a alma, deixa o fardo menos pesado e até suportável. Desde cedo sou fascinada pelo poder que as palavras têm, elas podem te curar ou te arrebentar em questão de segundos. Hoje escrevo com a trilha sonora de fundo sendo o barulho do cair da chuva no telhado, e a gargalhada das crianças brincando, o som ecoa e reverbera sobre as paredes do meu quarto húmido, escrevo para aliviar um pouco o aperto que sinto aqui dentro, aperto que eu não sei de onde vem. A angústia vem me consumindo a alguns dias, às vezes ela sai para descansar e dá espaço à alegria, mas ela sempre volta, ela se recusa a abandonar-me. Por vezes me pergunto quando conseguirei sorrir sem dor oculta no sorriso, o que me deixa encabulada é que eu não tenho motivos para estar/ser assim, o que houve na verdade é que um dia eu acordei e estava assim, do nada, sem mais nem menos. O que me consola é que ser perseguida pela angústia rende bons textos, já pensou como é louco isso? A tristeza me dá mais inspiração do que a alegria. Eu fato sei o que é alegria? Será mesmo que sei ser alegre? Não sei, não posso ao menos dizer-lhes que tenho fé que um dia encontrei satisfação nesse sentimento poderoso, eu não tenho fé, me roubaram toda ela. Não as pessoas e sim a vida. Talvez quem sabe, um dia escrevo sobre ser feliz, por enquanto sigo apenas usando o bordar de palavras como valvula de escape, como um meio de diminuir o peso que carrego na alma.
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Oi, meu nome é Gabriele. Tenho 18 anos e moro no Rio Grande do Norte (por enquanto). Sou o exagero em pessoa, sou intensa, sou confusa, sou desastrada. Apaixona por Legião Urbana, Livros, Gabito Nunes e cheiro de café. Odeio coisas padronizadas, odeio pessoas que parecem marionetes e odeio preconceito de todo e qualquer tipo. Eu gosto de coisas bagunçadas, seguir uma rotina é uma das poucas coisas que me tiram a paciência. Sou uma colmeia, e só quem consegue me manusear irá conseguir minha melhor parte, me machuque ou me deixe cair e as consequências virão. Prazer! 
Olá pra você, não sou boa com descrições, mas vamos lá. Sou a Andreza, sobrevivo há 2 décadas. Sou uma total iludida, sonhadora, o desastre em forma humana. Uma pessoa indelicada, ansiosa e sem vergonha na cara. Não gosto de seguir padrões, faço tudo do meu jeito. Tenho tatuagens e pretendo fazer mais. Gosto do diferente, do simples, daquilo que me faz feliz. Sou Apaixonada por Engenheiros do Hawaii. Louca por livros (estou colecionando). Passo meu pouco tempo livre tentando escrever algo plausível e lendo tudo o que eu consigo. Sou de poucas palavras e vou postar pra você no blog o que achar interessante. É isso, prazer!
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